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03 de Agosto, 2018

65,6 milhões de pessoas estão fora da força de trabalho, diz IBGE

O contingente de pessoas fora da força de trabalho, ou seja, que não estão trabalhando nem procurando trabalho, somou 65,6 milhões no segundo trimestre de 2018, alta de 1,2% frente ao trimestre imediatamente anterior e de 1,9% sobre igual período de 2017. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. É o maior contingente de pessoas inativas na série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua, que teve início em 2012.

A população fora da força inclui todos os trabalhadores que não estão no mercado, desde aposentados até jovens que não começaram a trabalhar, mas também inclui os desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego por causa de motivos como as condições da economia.

Emprego formal é o menor da série histórica – A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,4% no segundo trimestre, mas ainda há 12,966 milhões de brasileiros em busca de emprego, de acordo com os dados da pesquisa. O mercado de trabalho no país perdeu 497 mil vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 1,5% no segundo trimestre de 2018 ante o mesmo trimestre de 2017. O total de vagas formais caiu a 32,834 milhões de postos, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

Na contrapartida, o contingente de informais, responsável pela melhora na taxa de desocupação, continua subindo e já soma 37.060 milhões. O cálculo inclui os empregados sem carteira assinada no setor privado, trabalhadores domésticos sem carteira, ocupados por conta própria sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e pessoas que atuam como trabalhador familiar auxiliar.

Em junho, segundo dados da pesquisa do IBGE, o rendimento médio de todos os trabalhadores brasileiros ficou em R$ 2.198, praticamente o mesmo dos R$ 2.174 registrados em igual período de 2017. Para os empregados com carteira, a renda é de R$ 2.099, contra R$ 1.313 dos trabalhadores sem carteira. As maiores remunerações são dos empregadores – R$ 5.319 e dos trabalhadores no serviço público R$ 3.476.

Fonte: Valor Econômico e Época
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