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27 de Janeiro, 2016

Campanha chama atenção para invisibilidade do trabalho infantil

 “Quando uma sociedade adulta admite que haja trabalho infantil, que uma criança esteja a serviço de alguém, ela deixa de ser um sujeito em si e passa a ser considerada em função daquilo que ela pode oferecer”, escreveu a mestre em educação Márcia Acioli. Se antes dos meninos e das meninas está o trabalho que exercem, eles se tornam invisíveis. Escondidas nos cômodos onde passam roupas como domésticas ou escurecendo os dedos com uma pilha de carvão, essas crianças e adolescentes não sofrem apenas com os impactos e consequências do trabalho infantil, como também com a incapacidade de o grave problema ser visto e combatido.

Tribunal Superior do Trabalho (TST) atua, desde 2012, com uma comissão nacional para erradicar o trabalho infantil no território brasileiro – são 254 tribunais envolvidos com o Programa de Combate ao Trabalho Infantil da Justiça do Trabalho. “Os tribunais compreenderam que era preciso ir além do ofício jurisdicional, mesmo porque o assunto do trabalho infantil não chega como deveria nem no Poder Judiciário, nem na mídia”, explica Grijalbo Fernandes, desembargador da 10ª Região. A iniciativa atua por meio de uma série de estudos técnicos, seminários, debates e publicações.

Em dezembro de 2015, o programa lançou a campanha ”Trabalho Infantil. Você não vê, mas existe”. Seis vídeos e spots retratam, de maneira delicada e ainda sim potente, a invisibilidade de formas perigosas do trabalho infantil. Fernandes explica a criação das mídias: “Os tipos de trabalho retratados estão localizados nos mais diversos segmentos da sociedade brasileira e presentes em nosso cotidiano. Os vídeos têm a capacidade de mostrar a dureza que é o trabalho infantil, mas, ao mesmo tempo, não usar cenas chocantes, que degradem a imagem da criança”.

FONTE:GGN 

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