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22 de Novembro, 2016

Diretoria da CNTS é eleita em congresso da categoria

Os diretores e membros do conselho fiscal da CNTS, titulares e suplentes, foram eleitos, por unanimidade, na manhã desta sexta-feira, 18, no 2º Congresso Eleitoral da Confederação, realizado em Brasília. A chapa única recebeu 64 votos dos 66 delegados votantes – com duas ausências. Sob o tema Saúde, Trabalho e Democracia, a eleição em congresso, para a gestão 2017-2022, com reeleição do presidente, José Lião de Almeida, teve por objetivo principal ampliar a participação e compartilhar responsabilidades com as entidades da base. O mandato terá início em 1º de março de 2017.

“Concluímos um processo iniciado com a discussão e reforma do estatuto da CNTS, que envolveu dirigentes das federações filiadas e dos sindicatos da base, no sentido de dividir tarefas e responsabilidades. Saímos fortalecidos da eleição, o que é fundamental para enfrentarmos as questões do dia a dia, agravadas pelas ameaças de redução ou mesmo extinção de direitos dos trabalhadores, como as propostas de reforma trabalhista e da previdência, e também contidas na PEC 55/2016 – 241/2016 na Câmara – que limita os gastos do governo ao instituir o novo regime fiscal, em prejuízo dos recursos a serem aplicados na área social, inclusive a saúde”, ressaltou o presidente reeleito.

O presidente da comissão eleitoral, Lourenço Ferreira do Prado, coordenador nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores - FST e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito - Contec, parabenizou a CNTS pela democracia na forma de eleição dos dirigentes. “Cumprimento a CNTS por sair na frente e realizar a eleição em congresso. A Contec tem 58 anos e ainda hoje elegemos nossa diretoria por conselho de representantes”. A comissão foi composta ainda por Rumiko Tanaka, diretora financeira da Contec, e por Aleida Ferreira de Siqueira, assessora do FST.

A eleição ocorreu junto com as demais atividades de comemoração dos 25 anos de trajetória da Confederação, que representa cerca de 3 milhões de trabalhadores. A formação da chapa única, segundo o secretário-geral da CNTS e coordenador do processo, Valdirlei Castagna, foi fruto de acerto político discutido junto às federações. Ao todo, compõe a nova chapa um grupo de 48 pessoas e a diretoria executiva foi ampliada de 16 para 21 membros, com a criação de novas pastas, para contemplar as atuais necessidades de maior participação das federações filiadas e atender às novas demandas da Confederação.

Para a nova gestão, foram criadas nove diretorias, sendo elas a de políticas públicas e serviços públicos; assuntos de aposentados e pensionistas; negociação coletiva; imprensa e comunicação; segurança e saúde do trabalhador; pesquisa, arquivo e memória sindical; cultura, esporte e lazer; assuntos econômicos; e assuntos de gênero, raça, diversidade e juventude – esta última oriunda dos comitês especiais da CNTS. “A CNTS está inovando na forma de eleição dos dirigentes, de forma mais democrática e transparente. Poucas entidades de terceiro grau realizam suas eleições na forma de congresso”, disse Castagna. O processo eleitoral acontecia via conselho de representantes. Os delegados votantes foram indicados pelas respectivas federações.

O processo eleitoral foi precedido de seminário sobre conjuntura política e sindical, com palestras e debates com a advogada Zilmara Alencar, especialista na área de trabalho e consultora jurídica da CNTS para assuntos de relações de trabalho, e André Luiz dos Santos, jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap/CNTS

Violência doméstica, tema da campanha realizada pela Confederação e entidades da base em 2016, foi também abordada no seminário, com a participação da Dra. Valeska Zanelo, graduada e doutora em Psicologia pela UnB, orientadora em Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura e graduada em Filosofia pela UnB; e da Dra. Alinne de Souza Marques, advogada e Consultora Jurídica da AM Advocacia & Consultoria Jurídica; especialista em área da família; membro da Comissão de Direitos Fundamentais da OAB/DF e do Instituto Autonomia.

Cenas de violência doméstica foram vivenciadas pelos participantes do congresso por meio de teatro interativo com um grupo de atores da Faculdade de Artes Dulcina de Morais. Várias situações de conflitos ligados à violência contra a mulher, a criança, o idoso, o deficiente, o negro, o homem e pessoas LGBT foram colocadas, sendo solicitada a participação dos congressistas com soluções para os problemas.

O momento festivo do evento ficou por conta do lançamento do livro comemorativo do Jubileu de Prata, com resgate histórico e um resumo das principais ações e atividades desde sua fundação, em dezembro de 1991; e da apresentação e premiação ao vencedor do concurso para escolha do hino da CNTS. Consta também da programação, um momento de homenagens àqueles que ajudaram e/ou ajudam a construir a Confederação e jantar de confraternização.

Com informações da CNTS

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