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23 de Março, 2021

Em carta a governadores, centrais sindicais pedem lockdown em todos os estados

As seis principais centrais sindicais do país enviaram uma carta ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum dos Governadores, em que defendem um lockdown “imediato, nacional, articulado e coordenado”.

Assinada pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB, a carta diz que o agravamento vertiginoso e descontrolado da pandemia com milhares de mortes diárias e o estrangulamento do sistema de saúde público e privado tornam necessário que os estados implementem o fechamento total das atividades.

O documento diz ainda que a “criminosa ausência de coordenação nacional e o negacionismo do governo federal” também justificam o pedido pela adoção da medida.

Os sindicalistas defendem o investimento na compra de vacinas, a aprovação de orçamento para a saúde e liberação de recursos para rede hospitalar e preventiva, a criação de um comitê científico de crise para colaborar na elaboração de medidas de combate à Covid-19, a promoção de diálogo com o setor produtivo, e apoio a um auxílio emergencial no valor de R$ 600, além de medidas de proteção de empregos.

“As entidades colocam-se à disposição do Fórum dos Governadores para ampliar a pressão junto ao Congresso Nacional para que apoie essas duras medidas e que atue com celeridade e urgência para a aprovação de medidas de proteção econômica das empresas, dos empregos e da renda das pessoas e famílias”, diz o texto. Leia a íntegra da carta, clicando aqui.

Ato no próximo dia 24 – As centrais sindicais anunciaram também um “lockdown da classe trabalhadora” na próxima quarta-feira, 24. A ideia do Dia Nacional de Luta é cruzar os braços por 24 horas em defesa da vida, por vacinas, auxílio emergencial de R$ 600, empregos e contra as privatizações do governo Bolsonaro.

A CUT ressalta que a falta de políticas sanitárias e econômicas obrigam a classe trabalhadora a ir para as ruas em busca de dinheiro para sobreviver e, com isso, se aglomera nos locais de trabalho, no transporte coletivo, nas estações de trem e metrô e nos terminais e pontos de ônibus, ficando expostas à contaminação e morte. “Um lockdown de, no mínimo, 24 horas é para ficar em casa, é um dia de reflexão sobre o que acontece no Brasil. É pela vida, pela vacina, é para que o país mude seu rumo. Estamos perto de chegar a 300 mil mortes e, segundo especialistas, se até o início do inverno 80% da população não estiver vacinada será o caos no Brasil”, afirma o presidente da central, Sérgio Nobre.

Neste dia 24 haverá diversas ações e cada setor e categorias farão o seu protesto, com panfletagens nas praças, terminais de ônibus, trem e metrô, com o uso de carros de som; atos simbólicos; audiências públicas e uso de redes sociais.

Fonte: Com Estadão, Brasil de Fato e CUT
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