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07 de Março, 2016

Estudo mostra diminuição da desigualdade no mercado de trabalho e aumento do desemprego

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre apresentou, em 2015, a maior elevação já registrada na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). É o que mostra o estudo divulgado pela FEE (Fundação de Economia e Estatística), em parceria com a FGTAS e DIEESE. A pesquisa também mostra números referentes à inserção feminina no mercado de trabalho da região metropolitana. A taxa de desemprego feminina aumentou de 6,6% em 2014 para 9,1 em 2015 (aumento de 37,9% em relação a 2014), enquanto a taxa masculina teve aumento de 55,6%, passando de 5,4 para 8,4% em 2015. Houve uma aproximação dessas duas taxas, o que faz com que a desigualdade entre homens e mulheres diminuíssem, atingindo o menor patamar desde o início das pesquisas de emprego e desemprego. ,

Segundo a Coordenadora do Núcleo de Análise Socioeconômica e Estatística da PED, Iracema Castelo Branco, “A deterioração do mercado de trabalho em 2015 foi mais intensa para os homens do que para as mulheres e um dos fatores se deve ao fato da recessão econômica ter atingido fortemente os setores da indústria e da construção, onde a maioria dos trabalhadores são homens”.

O rendimento médio real dos ocupados e assalariados mostrou grande redução em 2015 tanto para mulheres como para os homens, eliminando parte considerável dos avanços que haviam sido obtidos a partir de 2005. As mulheres ocupadas tiveram rendimento real médio de R$ 1.705 e os homens de R$ 2.136, resultado da queda de 4,4% no rendimento feminino e de 9,5% no masculino, diminuindo a desigualdade de renda entre os sexos ao menor patamar já registrado na PED-RMPA. Apesar disso, em 2015, o rendimento das  mulheres equivalia a 79,8% do masculino, demostrando a permanência da desigualdade.

Em 2015, as mulheres não foram as mais atingidas com o fechamento de postos de trabalho, mas a inserção delas diminuiu no setor público (-3,9%) e aumentou (2,3%) no emprego doméstico, após três anos de declínio. Trata-se de um retrocesso na melhoria da qualidade da ocupação femina.

Fonte: O Sul  com informações daFEE

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