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18 de Novembro, 2015

Greve na Fundação Araucária: Trabalhadores conseguem atualizar salários, mas querem evitar demissões

A falta de garantia no emprego por pelo menos 120 dias para os participantes da greve fez com que os funcionários da Fundação Araucária de Bento Gonçalves optassem pela continuidade da greve. A decisão ocorreu em assembleia, realizada no final da tarde desta quarta-feira (18/11), em frente da Unidade de Pronto atendimento (UPA). Já o pagamento dos 70% restantes dos salários em atraso, motivo principal da paralisação, está garantido para hoje, conforme negociação feita com a direção da Fundação Araucária.  Na semana passada, os profissionais da fundação foram surpreendidos com o depósito de apenas 30% dos vencimentos na conta bancária, o que motivou a decisão unânime pela greve no setor.

Ontem, durante todo o dia os trabalhadores e trabalhadoras permaneceram em frente a UPA, local de maior acesso de pessoas em busca de atendimento à saúde. À tarde, os gestores da fundação e o prefeito Guilherme Pasin se reuniram com a direção do Sindisaúde para uma reunião de negociações, quando ficou acertado que o pagamento do restante dos salários será pago nesta quinta-feira. Outro ponto acordado nas negociações foi o abono do dia de paralisação.

Quanto a estabilidade para os trabalhadores, não houve acerto. Segundo a opinião da maioria dos empregados que participam do movimento, é preciso que haja o mínimo de garantia no emprego para os grevistas.  Para tanto, eles prometem para esta quinta-feira (19/11) novas manifestações, a partir das 7h30min, em frente à prefeitura de Bento Gonçalves.  

A Fundação Araucária possui cerca de 170 funcionários que atendem em diversas Unidades Básicas de Saúde e na Unidade de Pronto Atendimento de Bento Gonçalves.

Redução de custos

A direção da Fundação Araucária deixou claro que está evitando novas contratações para reduzir custos. “Temos uma unidade em que saíram 20 funcionários que passaram em concursos ou buscaram outras oportunidades e não houve reposição”, disse o gestor da fundação, Zeferino Marcante. Segundo ele, a instituição depende basicamente dos repasses financeiros dos governos federal e estadual. Como as verbas não estão sendo repassadas, em função da crise econômica, a situação fica muito difícil.

 

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