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11 de Agosto, 2020

Metade das vítima da Covid-19 em Caxias tinha pressão alta

A covid-19 foi caracterizada lá no início como uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que causa falta de ar e que atinge áreas como o olfato e o paladar. No entanto, o grupo de vítimas a quem ela mais traz preocupações e se mostra letal é o dos hipertensos, demonstrando como o conhecimento sobre o vírus vem aumentando conforme ele avança. Em Caxias do Sul, entre as 62 mortes registradas até segunda-feira (10), mais da metade sofria com a enfermidade. Um problema tão comum no século 21 que pode servir de alerta neste momento: o isolamento se torna fundamental para idosos que padecem dessa doença.

Bem mais atrás, o diabetes também é um segundo fator preocupante – muitas vezes está aliado à hipertensão. A vítima mais jovem do município tinha 33 anos e sofria com o diabetes, mostrando que o grupo de risco se refere também (e muito) a históricos de doenças pré-existentes. Desde o dia 4 de maio, quando Caxias teve confirmada a sua primeira vítima – um caminhoneiro, que se contaminou e morreu longe de casa –, apenas uma pessoa não tinha histórico de comorbidades.

A hipertensão arterial, chamada de pressão alta, pode levar a outras consequências graves, como doenças cardiovasculares, acidentes vasculares e insuficiência renal. É a pressão arterial que empurra o sangue bombeado pelo coração pelas artérias, levando o suprimento necessário aos demais órgãos. Quando a pressão está alta, o coração se esforça mais para bombear o sangue, porque com a idade as artérias ficam menos complacentes e oferecem mais resistência à passagem do sangue. Contudo, não há evidências suficientes para dizer exatamente porque o vírus se torna ainda mais perigoso para quem tem pressão alta. 

Fonte: Pioneiro

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