Sindisaude
54 3221.7453
54 9635.0765
01 de Setembro, 2016

Por 61 votos a 20, Senado tira Dilma do Poder, mas mantém direitos políticos

Por 61 votos a 20, Dilma Rousseff, reeleita presidente da República em 2014 com cerca de 54,5 milhões de votos, foi afastada em caráter definitivo pelo Senado, nesta quarta (31), num processo de impeachment por crime de responsabilidade fiscal com motivos controversos. A sentença pela perda do mandato foi lida às 14h13 pelo ministro Ricardo Lewandoski. O Senado, contudo, manteve os direitos políticos de Dilma. Isso significa que ela pode ocupar cargos públicos.

Para fundamentar o impeachment, a oposição à presidente destituída alegou que pedaladas fiscais e decretos de créditos suplementares assinados entre 2014 e 2015 feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal, acusação que a defesa de Dilma rechaçou com opinião de técnicos do próprio Congresso e do Ministério Público Federal, entre outros argumentos.

Com a saída de Dilma, Michel Temer (PMDB) assume a presidência da República até o final do mandato, em 2018. Essa é a terceira vez que o partido do vice de Dilma em duas eleições chega ao poder sem ter disputado o cargo majoritário nas urnas. Os precedentes são Itamar Franco, em função do impeachment de Fernando Collor, e José Sarney, pela morte de Tancredo Neves.

A posse de Temer está programada para acontecer às 16h, no Senado. Em seguida, Temer viajará à China para o encontro do G-20, deixando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), no exercício da presidência da República.

JULGAMENTO FATIADO

A pedido do PT, a destituição de Dilma do mandato presidencial foi desvinculada da condenação à perda de direitos políticos. Os senadores votaram em separado e a oposição à Dilma não atingiu os 54 votos necessários à aplicação da pena. 

O senador Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, discurso admitindo que votou a favor do impeachment, mas disse que "depois da queda, não é necessário dar o coice".

 Fonte: GGN

VOLTAR PARA LISTA DE Banner Notícias