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19 de Janeiro, 2017

Rejeição à reforma da Previdência é maior entre as mulheres

 Levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 53,8% dos brasileiros que têm conhecimento acerca da proposta de “reforma” da Previdência rejeitam as mudanças propostas pelo governo Temer. O apoio à PEC 287 alcança 19,6% nesse universo, sendo que 26,6% não souberam opinar.

A rejeição é mais forte entre as mulheres, chegando a 60,1%, com aprovação de somente 12,7%. De acordo com vários especialistas, a população feminina é uma das mais prejudicadas pela proposta de alterações no sistema previdenciário, já que a idade mínima igualaria ambos os gêneros sem se levar em conta a jornada dupla ou tripla das mulheres e o fato de o mercado de trabalho ser mais restritivo e pagar menos a elas do que aos homens.

A faixa etária que mais rejeita a PEC 287 está localizada entre os 35 e 54 anos. Um dos fatores que poderia explicar a reprovação nesse segmento é o fato de as regras de transição serem mais duras do quer qualquer outra mudança já feita em anos anteriores no sistema previdenciário, como explica neste artigo o analista do Diap Antônio Augusto Queiroz. “O segurado do INSS que, na data da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição, ainda for não aposentado ou ainda não tiver preenchido os requisitos para requerer o benefício, será incluído nas novas regras e não será beneficiado pelas regras de transição, exceto se tiver idade igual ou superior a 45 anos, no caso da mulher, e 50, no caso do homem”, explica.

Levando-se em conta o extrato socioeconômico, o índice de reprovação mais elevado se encontra nas classes C/D/E, chegando a 58,9%, enquanto nas classes A/B esse número é de 38,3%. Críticos da PEC 287 apontam que os mais pobres serão os mais prejudicados, caso a “reforma” seja aprovada do jeito que está. Além de abrir a perspectiva de aproximadamente 8 milhões de pessoas, entre pensionistas e beneficiários do Loas, passarem a receber menos de um salário mínimo, boa parte da população mais pobre pode simplesmente ficar excluída do regime da Previdência, como já explicou o coordenador de relações sindicais do Dieese, Fausto Augusto Júnior. “De um ponto de vista bem objetivo, estamos falando que vamos deixar em torno de 70% da população fora do sistema previdenciário. Mais grave do que isso é que é uma proposta para a desconstrução do setor da Previdência pública, no Brasil.”

O levantamento ouviu 606 pessoas residentes em todas as capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos. A margem de erro é de 4 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

Com informações do site Previdência, mitos e verdades

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