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24 de Maio, 2016

Temer é recebido no Congresos com vaias e gritos de golpista

  A primeira ida do presidente interino Michel Temer, ao Congresso Nacional, programada pelo governo para ser um evento emblemático, terminou sendo considerada “um fiasco” do início ao fim por assessores, senadores do PMDB, parlamentares que fazem oposição a Temer e até aliados dele. Em vez de pronunciamento ou entrevista, a visita desta segunda-feira (23) ao Legislativo, com objetivo de discutir a proposta de alteração da meta fiscal, foi sufocada pela queda do ministro do Planejamento, Romero Jucá. Temer foi recebido por manifestantes e parlamentares com vaias, seguidas frases de “fora golpista”. Nem ele, nem sua equipe conseguiram disfarçar o constrangimento.

Temer entrou no Senado em tom formal, pela chapelaria, prometendo falar com a imprensa e sendo reverenciado por aliados. Saiu calado, em meio a gritos e cartazes levantados em sua direção e na dos ministros que o acompanharam e preferiu entrar no carro sem dizer uma única palavra.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que se atrasou e chegou para a reunião um pouco depois do presidente, entrou de cabeça baixa. Precisou ser conduzido com a ajuda de seguranças legislativos e não respondeu aos pedidos dos jornalistas. Na sala do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se encontravam os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Geddel Vieira Lima (secretário de Governo), Romero Jucá (titular da pasta de Planejamento, minutos antes de anunciar que estava se licenciando) e vários deputados e senadores.

Conforme contou Renan após o encontro, tratou-se de uma reunião para entrega formal da proposta de alteração da meta fiscal do governo, medida que permitirá a aprovação de matérias de ajuste na economia do país a serem encaminhadas nos próximos dias, caso seja aprovada. Calheiros ainda disse que o presidente interino fez um apelo aos deputados e senadores para que aprovem a mudança da meta, de forma a ajudar o Executivo e o país.

O presidente do Senado ressaltou que, por conta disso, antecipou a sessão conjunta do Congresso, que estava programada para se realizar a partir das 16h de amanhã para as 11h, para poder possibilitar, além da apreciação de outras matérias, a discussão e votação dessa proposta de mudança de meta.

“Me comprometi em ajudar e digo aqui que vamos nos esforçar para continuar ajudando o país da mesma forma como nos comprometemos com os integrantes do governo Dilma Rousseff. O que está em jogo, neste momento, não é o Michel, mas o Brasil”, acentuou o senador.

Para se ter ideia de como a programação do Executivo deu errado nesta segunda-feira, estava prevista uma entrevista coletiva a ser concedida pelo presidente interino no Palácio do Planalto às 17h, ao lado de ministros da equipe econômica, para falar sobre a meta fiscal e divulgar novas medidas a serem adotadas pelo Executivo. A reunião terminou sendo cancelada.

Fonte: Sul21

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