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16 de Junho, 2016

CNTS cobra combate à violência doméstica em audiência pública no Senado

Só haverá redução dos casos de estupro no país quando diminuir a objetificação sexual das mulheres, a ideia de que elas estão ao dispor do homem — dentro da chamada “cultura de estupro”. E isso não depende apenas da aprovação de leis, mas sim de um enfrentamento cultural e educacional contra a misoginia e o machismo. Esse foi o teor do debate da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) sobre o tema, realizado nesta segunda-feira (13).

A diretora de Assuntos Internacionais e coordenadora dos comitês da CNTS, Lucimary Santos, participou de uma das mesas, quando destacou a campanha da CNTS de combate à violência e apresentou a cartilha ‘Violência Doméstica: Convivendo com o Agressor’, elaborada pela Confederação com bases em estudos e pesquisas de especialistas, que aborda a violência nos seus variados segmentos: contra a mulher, ainda a maior vítima; mas também contra a criança e o adolescente, o idoso, o homem, o deficiente e pessoas LGBT.

“Os inúmeros casos recentes de violações de direitos das mulheres levaram a Confederação a produzir este material que tem como objetivo trazer à tona um panorama geral dos tipos de violência, além de instruir a população sobre como reagir em caso de violação de direitos”, afirmou Lucimary Santos. Segundo ela, “o debate objetivou o quanto é difícil a garantia e ampliação de direitos na perspectiva de assegurar a integridade e dignidade da mulher”. Exemplares da cartilha foram entregues ao senador Paulo Paim (PT-RS), que ressaltou a importância do documento, e aos presentes.

Paim reiterou a importância de esclarecer a população quais são os tipos de violência que ocorrem diariamente com as populações vulneráveis no Brasil. “A CNTS está de parabéns pela elaboração deste material rico em informações que são de extrema importância no combate à violência doméstica. Quanto mais instruirmos a população sobre seus direitos, melhor será o combate a estas violações”, disse.

Fonte: CNTS 

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