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17 de Maio, 2016

CTB denuncia truculência da BM em manifestação

 Devido à ação truculenta da tropa de choque, nas manifestações contra o presidente em exercício Michel Temer, nos últimos dias 12 e 13, no centro de Porto Alegre, movimentos sociais, sindicais e partidos políticos reivindicaram audiência com o governador do Estado, José Sartori. O encontro vinha sendo agendado desde o final da semana passada, mas sem obter nenhuma posição do governo, na manhã desta segunda-feira (16/5), deputados estaduais do PCdoB, PT e Psol, juntamente com centrais sindicais e lideranças sociais, entraram no Palácio Piratini exigindo uma agenda com Sartori.

“Ocupamos o Palácio para sermos recebidos e exigir providências do Governador Sartori, comandante da Brigada Militar, com relação aos episódios de violência de quinta e sexta, em Porto Alegre. Tentamos marcar reuniões e dialogar depois da violência de quinta. Não nos receberam. É nítida a diferença de tratamento entre as manifestações que trancavam as ruas do Moinhos de Vento e as manifestações da Cidade Baixa. Antes diziam que era pra construir a paz etc. Agora é pau e pau”, afirmou a deputada estadual do PCdoB, Manuela d’Ávila.

Após um período de espera, o grupo foi recebido pelo governador. O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, participou da reunião, que tinha por objetivo manifestar inconformidade da sociedade civil organizada com a atuação exercida pela Brigada Militar de repressão desmedida, semelhante ao período da Ditadura. “Diante dos comportamentos injustificados, solicitamos medidas enérgicas para o comando militar. O que deve ser ressaltado é que esse comportamento da Brigada Militar mudou repentinamente, já que até semana passada, quando haviam manifestações contra e pró governo, a BM procurava apenas organizar os movimentos sem impedir a mobilização. Agora, quando parcela que antes defendia a saída da presidente Dilma, deixou as ruas, observamos uma mudança de comportamento da polícia, em não mais permitir manifestações públicas, através de um processo de repressão violento e desmedido. Não vamos aceitar esse comportamento”, defendeu.
Após a reunião, Guiomar Vidor disse que o governador não assumiu um compromisso de solução imediata do problema, apenas repassou a questão ao secretário da Casa Civil, Márcio Biolchi, que fará uma conversa com o secretário de segurança para que esse comportamento da BM seja alterado. “Exigimos um diálogo com as lideranças dos movimentos sindicais e sociais. A tendência é que essas manifestações se repitam e se ampliem, nos próximos dias. Foi com surpresa que recebemos a informação do governador de que foi ele mesmo quem pediu essas medidas da Brigada Militar para que as ruas não fiquem obstruídas. O que queremos é que seja garantido o direito de manifestação e, para isto, é necessário o acesso às ruas, que são espaços democráticos, garantidos inclusive pela Constituição Federal. Até a semana passada, essas manifestações podiam ser feitas nas ruas, agora não se pode mais?”, indagou Vidor.

Ao final da reunião, foi entregue ao governador um dossiê com imagens das pessoas sendo agredidas durante as manifestações e foi feita a denúncia de que policiais estavam infiltrados nas mobilizações fazendo, inclusive, provocações a fim de justificar intervenções militares.

Fonte: CTB RS

 

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