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01 de Agosto, 2019

Desemprego cede, mas informalidade bate recorde e rendimento cai

A taxa nacional de desemprego foi a 12% no trimestre encerrado em junho, ante 12,7% em março e 12,4% há um ano, informou nesta quarta-feira (31) o IBGE. O país está com 12,766 milhões de desempregados, menos 621 mil em três meses (-4,6%) e estatisticamente no mesmo nível (-1,2%) de junho de 2018. Mas se o desemprego recuou, o trabalho sem carteira continua aumentando e a informalidade é crescente: o número de trabalhadores por conta própria, 24,141 milhões, atingiu recorde da série histórica, com 1,156 milhão a mais (5%) em 12 meses.

O total de ocupados foi estimado em 93,342 milhões, com crescimento de 1,6% no trimestre (1,479 milhão a mais) e de 2,6% em um ano (2,401 milhões). Houve crescimento do emprego formal, mas o trabalho sem carteira sobe em ritmo mais intenso. O total de empregados no setor privado com carteira assinada (33,213 milhões) subiu 0,9% no trimestre e 1,4% em 12 meses (acréscimo de 450 mil). E os empregados sem carteira (11,5 milhões) tiveram alta de 3,4% e 5,2% (565 mil), respectivamente. O número de trabalhadores conta própria, além da alta anual de 5%, aumentou 1,6% no trimestre.

A chamada subutilização da força de trabalho, que aponta pessoas que poderiam trabalhar mais, mas não conseguiram, teve taxa de 24,8%, estável nas duas comparações (25% no trimestre anterior e 24,5% um ano atrás). São 28,4 milhões de pessoas nessa situação, 923 mil a mais em 12 meses (3,4%).

Desalento e renda

O total de desalentados, estimado em 4,9 milhões, não se alterou. O percentual de desalentados em relação à força de trabalho manteve o recorde de 4,4%.

Entre os setores, de março a junho o IBGE apurou alta do emprego em agricultura/pecuária, indústria, administração pública e alguns serviços, inclusive os domésticos. Em um ano, agricultura, administração pública e serviços crescem, enquanto os demais ficam estáveis.

Estimado em R$ 2.290, o rendimento médio caiu 1,3% no trimestre. Segundo o IBGE, não variou significativamente (-0,2%) em relação a 2018. A massa de rendimentos ficou estável na comparação com março e cresceu 2,4% em 12 meses, com o aumento da ocupação.

 
ATIVIDADE FRACA

Com menos gente à procura, desemprego estaciona em São Paulo. Informalidade sobe e renda cai

Mercado de trabalho fechou vagas em junho, mas mesmo assim a taxa não subiu porque diminuiu o número de pessoas procurando trabalho na região metropolitana. Em 12 meses, total de autônomos cresceu 15% e renda caiu 8%
  13:00
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REPRODUÇÃO

Em 12 meses, na Grande São Paulo, número de empregados com carteira cresceu 1,3%, o de sem-carteira subiu bem mais (4,5%) e o de autônomos disparou (15%)

São Paulo – Com menos gente à procura de trabalho – o que pode indicar desalento –, a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo atingiu 16,6% em junho, ante 16,8% no mês anterior. Mas não houve criação de vagas no mês passado: a taxa recuou ligeiramente porque o número de pessoas que saiu do mercado (48 mil) foi maior que o de fechamento de postos de trabalho (17 mil). Com isso, o total de desempregados caiu em 31 mil, para estimados 1,890 milhão. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), da Fundação Seade e do Dieese, divulgada nesta terça-feira (30).

Em 12 meses, a População Economicamente Ativa (PEA) cresceu em 307 mil, enquanto o mercado de trabalho abriu 300 mil ocupações. Com isso, o número de desempregados aumentou em 7 mil no período.

O desemprego teve comportamento diferente conforme a área pesquisa. A taxa aumentou na capital paulista, de 15,9% para 16,4%. E diminuiu na chamada sub-região sudeste, que inclui o Grande ABC, de 14,6% para 13,6%. Também teve recuo na sub-região leste, de 20,6% para 18,4%.

Entre os setores, o de serviços fechou 48 mil postos de trabalho (-0,8%), enquanto a indústria de transformação eliminou 31 mil (-2,3%). Dieese e Seade apuraram alta no comércio/reparação de veículos, com 63 mil vagas a mais (3,7%), e quase estabilidade na construção civil (-1 mil, ou -0,2%). No período de um ano, indústria e construção fecham vagas (menos 96 mil e 37 mil, respectivamente) e serviços e comércio criam (282 mil e 129 mil).

De maio para junho, o total de assalariados com carteira assinada caiu 1,1% e o de sem-carteira recuou 1,4%. Cresceu o número de empregados domésticos (7,3%) e, em menor proporção, de autônomos (0,3%). Em 12 meses, o total de sem-carteira subiu mais do que o de empregados com carteira: 4,5% e 1,3%, respectivamente. Já o total de autônomos aumentou em 15%. Estimado em R$ 2.008, o rendimento médio dos ocupados caiu 4,2% no mês. Em 12 meses, despencou: -8,3%.

Fonte: REde Brasil Atual

 

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