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29 de Novembro, 2019

Informalidade faz taxa de desemprego cair no trimestre

Com alta da informalidade, diminuiu o número de brasileiros sem trabalho no trimestre encerrado em julho, na comparação com o período entre fevereiro e abril. De 12,5%, a taxa de desemprego caiu para 11,8%, de acordo com a Pesquisa Nacional de Empregados e Desempregados (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (30/8).

De acordo com o levantamento, 12,6 milhões de pessoas continuam em busca de trabalho. Outras 609 mil conseguiram sair da fila do desemprego, uma queda de 4,6% em relação a igual período de 2018. O problema é que a aparente melhora é reflexo direto do aumento da informalidade, que atingiu recorde histórico no último trimestre. Dos 93,5 milhões de brasileiros empregados, 38,6 milhões são informais, o que equivale a 41,3% da população ocupada.

“Apesar da redução da desocupação, e o aumento expressivo de pessoas ocupadas, o mercado insiste em gerar postos de trabalho voltados para a informalidade”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Mais da metade das mais de 2 milhões de vagas criadas em um ano são de trabalhadores por conta própria, que, ressaltou Azeredo, é a forma mais expressiva da informalidade.

Esse tipo de emprego atingiu recorde da série histórica no último trimestre, com alta de 1,4% na comparação entre abril e junho deste ano. Só nos últimos três meses encerrados em julho, 343 mil brasileiros entraram no ramo. Já o número de empregados sem carteira assinada atingiu 11,7 milhões de pessoas, com alta de 3,9% em relação ao trimestre anterior e de 5,6% ao mesmo período de 2018.

Fonte: Correio Braziliense

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