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14 de Janeiro, 2021

Vacina de Oxford tem eficácia de 70% na primeira dose, afirma coordenadora dos testes no Brasil

Em meio à polêmica sobre o início da imunização contra a Covid-19 no Brasil, a coordenadora no Brasil dos ensaios clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, Sue Ann Costa Clemens, diz que o imunizante possui uma eficácia de 70% já na primeira dose. A informação é do jornal O Globo.

Ainda segundo ela, apesar do resultado, será necessário aplicar uma segunda dose da vacina devido à falta de estudos que demonstrem o tempo de durabilidade dos anticorpos adquiridos com a primeira aplicação. Com a segunda dose, a eficácia é superior a 80%. 

“A vacina demonstra uma eficácia de 70% com uma dose, e desde o início nós apostamos que essa era uma vacina de uma dose — para depois darmos apenas um reforço. Nos testes no Reino Unido, demos a segunda dose com um intervalo maior, vacinamos com intervalos de até 12 semanas”, disse Sue Ann.

“Conseguimos demonstrar que um intervalo maior gera eficácia maior. Você dá uma dose, o seu sistema começa a desenvolver uma resposta imune, e a resposta cresce com a segunda, para mais de 80% de proteção”, completou.

Ainda segundo ela, “quando fizemos o intervalo de 4 a 6 semanas para a segunda dose, a eficácia foi mais de 60%. Entre 8 e 12 semanas, sobe para 72,85%. No subgrupo que recebeu a segunda dose após três meses, a eficácia foi de 81,9%”.

A pesquisadora, que também é professora e diretora do Grupo de Vacinas da Universidade de Oxford, disse considerar a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o espaço para aplicação das doses da vacina. “É o certo a se fazer. Isso propicia uma estratégia de saúde pública muito mais ampla, dá mais tempo para a Fiocruz produzir as doses e atuar no país como um todo. Muita gente critica o nosso país por não ter começado a vacinação — mas muitos começaram para dizer que estão fazendo, sem estratégia. Vários países da Europa estão preocupadíssimos porque receberam doses de determinada marca, vacinaram uma parcela da população, e estão sem doses para continuar”, afirmou. 

Fontes: O Globo e Brasil 247

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