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12 de Junho, 2015

Pesquisa aponta insegurança dos enfermeiros no local de trabalho

 Ao todo, 70% dos enfermeiros no Brasil se sentem inseguros no ambiente de trabalho. Muitos relatam que já foram ofendidos e até agredidos por pacientes e acompanhantes. Os enfermeiros contaram que em muitos casos, o motivo das agressões que eles sofrem de pacientes ou parentes é justamente a falta de estrutura. O atendimento demora por causa da falta de médicos, por exemplo, e as pessoas descontam no enfermeiro. Vários desses casos vão parar na delegacia.

No Rio Grande do Norte

O caso mais recente de agressão aconteceu na capital potiguar. Um capacete foi usado para ferir a cabeça de um enfermeiro, que só queria atender os pacientes de um hospital em Natal-RN. Uma mulher testemunhou a agressão. “Coisa horrível, pessoas correndo, pessoas passando mal. Eu pulei da cama, me escondi debaixo de outra cama. Foi um auê nesse hospital”, contou a testemunha.

Outros pacientes reclamaram que a espera na recepção passava de três horas. Um homem e mais duas pessoas decidiram agredir o profissional de saúde. “A menina agressiva verbalmente, chamou o namorado dela e ele veio me agredir. Levei seis pontos no rosto, estou com trauma no rosto”, contou o enfermeiro agredido.

Rotina - O mais assustador é que agressões como essa não são raras.  Elas fazem parte de uma rotina que os profissionais de enfermagem conhecem há muito tempo e que uma pesquisa acaba de traduzir em números.

A pesquisa foi feita pelo Conselho Federal de Enfermagem e pela Fundação Oswaldo Cruz para conhecer o perfil de 1,6 milhão de enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem do país. Ao todo, 19% responderam que existe violência nos lugares que trabalham e 71% afirmam que há pouca segurança. Já 66% sofrem algum tipo de desgaste profissional, seja por exposição ao risco de agressão, excesso de trabalho ou falta de estrutura para desempenharem bem suas funções.

Fonte: CNTS

 

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