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06 de Novembro, 2015

Soterramento de Mariana (MG) reacende debate sobre mineração e ambiente

O mar de lama e minério que inundou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), devido ao rompimento da barragem de resíduos da mineradora Samarco, expõe a tensão das comunidades que convivem com a exploração. Não é de hoje que movimentos populares e sindicais cobram maior responsabilidade das mineradoras com as cidades e moradores que convivem com a exploração. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) presta sua solidariedade ao povo de Mariana, em especial, aos familiares e vítimas dessa tragédia.

O estrondo que foi ouvido por volta das 16horas desta quinta-feira (05/11), dava o sinal do medo na população de 2 mil habitantes. A mineradora Samarco é subsidiaria da Vale. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração Mineral (Metabase), 443 trabalhadores e trabalhadoras da empresa tiveram acesso à área da barragem no dia do rompimento. Ainda não se tem o número exato de soterrados que deixou a cidade destruída.  

 O Corpo de Bombeiros de Mariana confirmou às 19h30 a retirada de dois corpos. Um homem foi levado para o Instituto Médico Legal da cidade. O outro, também de um adulto, ainda está no distrito. O número de vítimas pode subir, pois há muitas pessoas soterradas.

Entre as causas do acidente está sendo investigada a obra realizada pela empresa Samarco para aumentar a capacidade de armazenar resíduos e problemas na drenagem. A apuração das causas do acidente é de extrema importância para buscar responsabilidades. Minas Gerais convive com a exploração do minério desde o tempo do ouro e os altos lucros das mineradoras não podem estar à frente da vida dos moradores. Os danos desta tragédia são irreversíveis e mostram que o debate sobre as regras para exploração deve ter a participação de toda a sociedade.

Fonte: CTB-MG

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